Segunda-feira, 26 de Maio de 2008

(x)html e css para designers - parte 1

O papel desempenhado pelo (x)html e css para designers que fazem web parece bastante óbvio para muitos. Porém, ainda há uma grande quantidade de estudantes e envolvidos que relutam quando chega o momento de aprender estruturação.

O que é estruturação?
Trata-se de um termo comum na profissão, quer dizer fazer o código (x)html, desenvolver o css para formatação visual. Normalmente, parte-se de um lay-out pronto e aprovado, feito em algum programa para criação visual (o photoshop é o favorito). Assim, com os aspectos visuais definidos, a tarefa do profissional será a de transformar aqueles lindos arquivos .psd em páginas web que funcionem corretamente, de maneira satisfatória.

É realmente necessário saber (x)html e css?
Podemos citar uma analogia simples: trabalhar com web e não conhecer essas linguagens, equivale a uma viagem de, por exemplo, seis meses na Inglaterra, sem o mínimo conhecimento de inglês. Por mais que você se muna de todo o aparato-idiomático-fast-food (canetas com scanners tradutores, e-books, palms, smartphones, notebooks); chegará o momento em que sua falta de conhecimento o colocará, obviamente, em situações mais do que constrangedoras.

Portanto, trabalhar com web sem conhecer a sua língua-mãe é praticamente impossível, pois, apesar de haverem diversos recursos para desenvolver (x)html e css sem digitar linhas de código, fatalmente chegará o momento em que a falta de conhecimento cobrará o seu preço.

Qual a melhor maneira de aprender?
Evidentemente, com a ajuda de um professor num bom curso, tudo fica bem mais fácil. Por incrível que pareça, existem diversas escolas (de informática ou não) que ensinam o ultrapassado html 4.0.1. O aluno aprende uma linguagem antiga e se baseia em técnicas não recomendadas no momento atual, como o uso de frames (divisão da página em partes distintas, trazendo um enorme obstáculo a acessibilidade), tabelas para lay-out (inserção do conteúdo da página em células de tabelas, gerando um código não semântico, não acessível e muito "sujo", limitando a visualização das páginas em dispositivos de mídia que não os monitores dos PC´s), formatação visual dos elementos com comandos não recomendados de html e utilização de tags(comandos) proprietários sem padronização.

A melhor maneira de aprender é, portanto, aprender o que é certo, analisando o que é errado como se analisa um animal estranho num zoológico. Na web, terra das mudanças constantes e rápidas, ir contra a corrente pode trazer, como consequência final, a desvantagem competitiva.

A utilização de poderosos editores WYSIWYG como o Dreamweaver é praticamente indispensável no ambiente produtivo, porém seu uso deve vir após o conhecimento básico da estrutura da codificação (x)html e css. Assim, com o conhecimento solidificado e correto, torna-se mais fácil a trajetória profissional.

A dica é: aprender a base do (x)html/css, aprender dreamweaver e aprofundar os conhecimentos cada vez mais. Aguarde a próxima parte deste post.

Um abraço!

Domingo, 18 de Maio de 2008

Matrix for Windows

Isso é bem velho, mas achei engraçado e resolvi postar aqui...



Um abraço!

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Eu canto pra quem?


A missão árdua de transferir conhecimento se traduz, hoje, como minha atividade profissional principal. Caminhar ao lado, estender a mão, conduzir, iluminar os recantos obscuros da mente e do pensamento de muita gente com a forte luz do discernimento, do conhecimento e da cultura.

Mais do que obter status (se você está nessa por isto, está com sérios problemas, pois o status é falso e, como tudo o que é sólido, se desmanchará no ar), o que está em jogo é a construção de identidades, a formação de um futuro mais promissor, com gente dotada de senso crítico e focada em fazer o melhor, sempre.

O ofício pode ser solitário, a missão incompreendida. Há, todos sabem, interesses conflitantes, necessidades urgentes e outras nem tão urgentes assim... Porém, assim como o construtor, o engenheiro, o arquiteto - que vê sua obra materializada e se orgulha - no ofício da transmissão de conhecimento, a maior recompensa é ver pessoas bem sucedidas profissionalmente, carregando, para si, uma verdade inquestionável: o que mais vale é o conhecimento. Ponto.

Você é o que sabe. Ponto.

Mas será que todo mundo entende?
Será que muitos não estão, na verdade, perdidos em sua essência, buscando um caminho falso, enxergando uma facilidade que não existe, uma vulgarização do conhecimento?

Será, que na era do ctrl+c, ctrl+v, tudo se resume ao "ouvi dizer", ao supérfluo? O amor pelo saber é ridicularizado, pessoas estudiosas são esteriotipadas (e, na verdade, riem por dentro, pois sabem que, no fim de tudo, o mundo será delas) e toda uma sociedade e geração correm o sério risco de sucumbir ao efêmero.

E no final das contas, preparando coisas, correndo, desesperadamente indicando caminhos, pensando 2000 vezes antes de falar algo, pois este "algo" pode cair como uma bomba de efeitos imprevisíveis na cabeça de alguém desavisado, me pergunto:

Eu canto pra quem?

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
As crianças correm para onde?
Transito entre dois lados de um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo, me mostro
Eu canto para quem?

Adriana Calcanhoto, Esquadros.

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Orkut e o Lado Negro da Web


Apesar de todas as benfeitorias trazidas pela internet, esta é uma via de duas mãos. Ao mesmo tempo que nos traz conteúdo relevante, informações primordiais e amplas possibilidades de comunicação e interação com todo mundo, também é responsável por facilitar a disseminação de redes pornográficas de pedofilia, que, recentemente, levou o Google aos bancos da CPI.

A CPI está mexendo com o google, pelo fato de ser o Orkut, segundo as autoridades, a rede social mais usada pelos pedófilos para divulgação e compartilhamento de imagens.

Curiosamente, os novos recursos introduzidos pelo orkut, como bloqueio da visualização dos albuns de fotos dos usuários (que pode ser liberado somente para amigos) e outras ferramentas de privacidade tem sido indicados como as ferramentas preferidas dos pedófilos de plantão. A justiça pode, até mesmo, decretar a quebra de sigilo desses albuns bloqueados, para fins de investigação.

Todos os usuários, de uma maneira ou de outra, solicitaram ao google ferramentas de controle de visualização de conteúdo pessoal, preocupados, essencialmente, com os espiões que ameaçam a privacidade alheia. Alguns spams correram pela rede com exemplos de diversos crimes que foram cometidos graças às informações privilegiadas obtidas facilmente, via orkut, como endereços, bairros, fotos das fachadas das casas das vítimas, dos veículos e dos bens pessoais das famílias e muitas vezes até o próprio número de telefone celular do dono do perfil, já que muitos, inocentemente, deixam essa informação exposta para quem quiser ler.

Apesar de todos os esforços em se combater a pedofilia no orkut, não vejo uma grande eficácia nas ações que possam ser tomadas. Na verdade, o orkut anuncia, em seu blog oficial, uma "nova era", com abertura de plataforma de desenvolvimento, permitindo a criação de gadgets (pequenos aplicativos), cheios de novas funções, muitos deles privilegiando, justamente, a privacidade dos dados e informações.

Isso sem contar a possibilidade de restringir a visualização de certos conteúdos por meio da criação de comunidades privadas, anunciadas num artigo do blog do orkut.

O maior problema é que os novos recursos, usados para o "mal", podem oferecer ainda mais benfeitorias para quem quer se esconder e divulgar informações pedófilas. Isso, é claro, se não se criar um mecanismo eficiente de controle anti-pedofilia.

O Orkut é do bem

Sendo a maior rede social do país e o site mais acessado em território brasileiro (de acordo com o site Alexa), o orkut trouxe tudo o que mais atrai o público brasileiro: amplas possibilidades de se encontrar e reencontrar amigos distantes, se relacionar com pessoas de interesses parecidos e fazer novas amizades. Tudo agrupado de forma organizada, com serviços de criação de comunidades, albuns de fotografias (todo brasileiro adora tirar - e mostrar - fotos), depoimentos e o principal meio de contato: recados num gigantesco livro de visitas (scrapbook), aberto para todos os amigos ou para todos da rede, indiscriminadamente.

Sabe-se de diversos casos interessantes e até mesmo emocionantes ocorridos via orkut. Reencontro de amigos e familiares distantes, formação de parcerias vitoriosas de negócios e até mesmo artísticas, novos relacionamentos amorosos que até mesmo resultaram em casamentos. Sendo uma rede onipresente no Brasil, torna mais fácil a tarefa de se encontrar alguém especial para nossas vidas.

É possível afirmar, sem medo, que o site é, hoje, um grande motivador na compra de novos computadores e também na contratação de serviços de banda larga. Muitos têm seu primeiro contato com a internet somente pela vontade de participar do orkut, e neste sentido, o aumento de pessoas online é significativo e amplia as capacidades comerciais da rede.

O Orkut é do mal

Sendo a maior rede social do país e o site mais acessado em território brasileiro, o orkut permite a eficiente propagação de conteúdo proibido, imoral e indevido pela web. Com grande penetração nos lares brasileiros online, torna possível a indevida divulgação de contatos maléficos das grandes redes pedófilas, que estende seus tentáculos livremente, altamente favorecida pelas novas ferramentas que preservam a privacidade de quem tem muito o que esconder.

Há, sem dúvida, a necessidade de proteger a privacidade de usuários de uma rede social desse porte. Novas ferramentas foram implementadas, principalmente, pela chegada do concorrente Myspace no Brasil, território "dominado" pelo orkut, sendo o único país a proporcionar tanta popularidade ao site.

Parece, no mínimo, negligência, haver mecanismos eficientes de publicidade online para serviços como o gmail, que lêem o conteúdo das mensagens e baseado nisso exibem anúncios segmentados e não haver um mecanismo semelhante para filtrar e proibir a exibição de conteúdo privativo do orkut.

Ora - dirão alguns - certo perdeste o senso!

Como ficará a privacidade dos usuários neste contexto?!

Respondo: ficará da mesma forma que a privacidade fantasiosa do gmail. Ou alguém já reclamou disso a ponto de comprometer o sucesso do serviço?

Para mim, a tecnologia de bloqueio existe, é viável, porém há pouca urgência em aplicá-la. Pelo menos, até agora.
Conclusões finais

Se até o momento a estratégia da google foi, de certa forma, pouco simpática com as autoridades do país, superestimando seu poder de liberdade à prova de investigações, talvez o momento seja de reavaliação de conceitos. Muito mais do que uma simples briga entre poder público e poder da web, o que está em jogo é a urgente necessidade de sérias providências contra aqueles que só usam a rede para extravassar suas doentias taras, colocando em risco a integridade física e moral de diversas crianças e adolescentes no país.

Esta é, sem dúvida, uma oportunidade única para a google provar para todos que há, sim, tecnologia de controle suficientemente capaz de frear a propagação de conteúdo indevido, tornando o orkut e a internet, de fato, um lugar bonito.

Caso contrário, o cerco se fechará, a concorrência poderá tirar proveito das falhas estratégicas e o site poderá perder seu precioso espaço no coração dos brasileiros online. Se todos os motivos anteriores não forem suficientemente comoventes e caros para a empresa, espero que este último, o da concorrência, seja um grande motivador na mudança efetiva do site. A sociedade e a comunidade web, em sua grande maioria pessoas de bem, agradece.

Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Os sites mais acessados do Brasil


O site americano Alexa divulgou, recentemente, o ranking dos sites mais acessados no Brasil obtendo os seguintes dados:




Brasil
(veja o ranking completo aqui):

  1. Orkut;
  2. Google Brasil;
  3. Windows Live;

De posse dessas informações, é possível traçar um interessante mapa das características da internet brasileira, bem como delinear um cenário baseado em números de audiência afim de possuir parâmetros numéricos para dar o devido suporte aos caminhos e escolhas envolvidas com determinado projeto.

Analisando o Ranking brasileiro

No primeiríssimo lugar dos sites mais acessados no Brasil, temos o orkut. Conhecido fenômeno nacional de audiência, este site, como todo mundo sabe, é o motivo de muitos brasileiros teram entrado na web, muitas vezes, até, motivando a compra de computadores e a contratação de banda larga. Não tenho nenhum dado oficial que comprove esta teoria e afirmação, porém presenciei e fiquei sabendo de muitos casos assim.

O orkut possui elementos que são, por definição, extremamente atraentes aos brasileiros, devido aos aspectos culturais de nosso país: somos sociáveis por natureza, comunicativos e expansivos por definição e seres altamente ligados à aspectos importantes da vida em sociedade como amizades, networking e outros. Assim, um site como o orkut, parece ter sido feito sob medida para a audiência web brasileira, oferecendo e aperfeiçoando, cada vez mais, os recursos necessários para uma rede de contatos, amigos e comunidades.
Pode-se afirmar que estas características são da web mundial, porém, no ranking global, o orkut ocupa o 10º lugar.

No segundo lugar, temos o previsível google (que muitos juram ser o primeiro em audiência no país). Este site é a porta de entrada de muito usuários na web, que configuram seus browsers para que este site seja sua página inicial (isso é padrão no firefox, devido, dentre outros motivos, ao apoio financeiro da gogle para a fundação mozilla). Muitas vezes, os usuários digitam o nome do site diretamente na caixa de texto de buscas do google, tamanho é o hábito na utilização do mesmo. Assim, há uma grande utilização do mecanismo, por usuários iniciantes, intermediários e avançados da web, justificando a segunda colocação.
Analisando as necessidades diretas, sobretudo de acesso rápido às informações, concluimos que o google é essencial ao internauta brasileiro, como todos sabem. Principalmente, devido aos aspectos claros e objetivos do mesmo.

Em terceiro, o site windows live, da Microsoft. Sem dúvidas, o maior apelo deste site é, justamente, o serviço msn, tão onipresente na web quanto o orkut. Por meio de alguns recursos, quando o usuário tem qualquer dúvida ou necessita fazer alguma busca, por exemplo, acaba sendo redirecionado para este site, inevitavelmente.
Mais uma vez, os aspectos descritos no parágrafo anterior, sobre a natureza sociável do povo brasileiro explica o sucesso de audiência de um serviço tão utilizado quanto este. A Microosoft, ao menos no Brasil, desbancou o ICQ (que muitos nem conhecem) do ranking dos serviços de mensagens instantâneas, sendo um de seus principais trunfos na nossa web.

Nas demais posições, temos, respectivamente, o UOL, YouTube, Globo.com e Yahoo.
É interessante notar que os grandes portais, repletos de conteúdos genéricos baseados em notícias, serviços, vídeos e conteúdos exclusivos para usuários (em alguns casos), não figurem nas três primeiras posições. É possível que as redes sociais e os serviços colaborativos da web estejam, sim, em maior evidência, minimizando a importância de sites outrora campeões de audiência; não que suas colocações não sejam consideráveis, muito pelo contrário.
Quanto ao YouTube, seu grande poder em “criar” vídeos viralmente famosos, em criar os tais “15 minutos de fama”; torna este serviço colaborativo de vídeos em um grande fenômeno da web brasileira, sendo utilizado até mesmo pela mídia tradicional (canais de TV Aberta).
Na mesma esteira da paixão brasileira por máquinas digitais e fotos, o YouTube trouxe uma “democrarização” da distribuição de vídeos, dando espaço e voz a todos os que têm alguma idéia na cabeça (que nem precisa ser tão boa assim…) e algum dispositivo de gravação de vídeo em mãos.

Conclusões sobre o ranking brasileiro
O ranking nacional comprova o sucesso de sites de redes sociais, deixando alguns medalhões fora das primeiras colocações, anunciando uma tendência claramente forte. Cada vez mais, na ansia do sucesso na rede, os sites devem se aproximar do tal “modelo colaborativo” da chamada “web 2.0″, possibilitando amplas possibilidades de interação com os usuários.